Mais importante do que não cansar é não ser hipócrita!!!
Por *Helysson Assunção França
Mais importante do que cansar é não ser hipócrita. O que se observa é que, quem critica apenas critica e nada mais, e o mesmo que critica, muitas vezes age da mesma forma ou ate pior! QUAL SERÁ A ORIGEM DA MALANDRAGEM NO BRASIL??
Costuma-se apontar a corrupção como uma das maiores mazelas da sociedade brasileira. Geralmente, quando questionada acerca desse assunto, a opinião pública tem como alvo favorito de criticas a classe política. É curioso, no entanto, que boa parte dessas pessoas que avaliam negativamente seus representantes costumam recorrer, cotidianamente, a pequenos artifícios que bulam o costume ético e, muitas vezes, até a lei. Estamos nos referindo ao nosso jeitinho brasileiro, à malandragem e ao jogo de cintura, que já incorporados a nossa cultura, convivem lado a lado com os valores éticos-morais mais tradicionais. A ética do jeitinho e da malandragem coexiste, paralelamente, com a ética oficial. O cidadão (Hipócrita) que cobra dos políticos o cumprimento dos preceitos da ética tradicional é o mesmo que usa o expediente do jeitinho e da malandragem.
Claro que a desonestidade não é uma exclusividade nacional. Mas, indaga-se: Como surgiu o inicio desses comportamentos desonestos, o que fez o jeitinho Brasileiro se perpetrar ate os dias de hoje? Será que não há uma certa glorificação da malandragem? De que forma isso contribui para a degeneração de nossa cultura?
Analisando pelo prisma sociológico, podemos arriscar uma hipótese genealógica para essas "atitudes desviantes": produto de uma combinação entre a árdua condição social e o histórico desamparo do poder público, o jeitinho e a malandragem constituiriam um instrumento de sobrevivência. Assim, essas transgressões seriam uma espécie de infração aceitável socialmente que, na maioria das vezes, justificar-se-ia, ou por uma facilidade em relação aos tramites burocráticos das instituições oficiais, ou por uma necessidade resultante da dura realidade socioeconômica brasileira. Em ambos os casos, essas violações ético-legais seriam uma espécie de “drible” nas adversidades da vida num país, historicamente, repleto de desigualdades.
Tomando o raciocínio acima como premissa, podemos dizer que, no Brasil, burlar as regras morais e legais foi algo que impôs como forma de adaptação ao ambiente hostil. O brasileiro muitas vezes precisa ser malandro para sobreviver numa sociedade cruel e de enorme abandono do poder público. A origem e fundamento mais remoto da malandragem foi a conservação da vida: a vida se impôs perante as leis e os costumes éticos formalizados, fazendo as circunstancias efetivas se sobreporem à moral vigente.
*É advogado miltante e estudante de filosofia da UFMA.
Quando gostamos do que fazemos, amamos e eternamente ovacionamos a que pertencemos: "Salve a Polícia Civil, Salve a Polícia Civil, Seu denodo e vocação... Salve a Polícia Civil, Salve a Polícia Civil, Guardiã do Maranhão..." Estribilho do Hino da Polícia Civil do Maranhão, letra Dr. José Carlos Freitas, Delegado Especial aposentado, homenageado da Turma de Formação de Delegados do Maranhão/2009 - Academia Integrada de Segurança Pública - AISP/MA
domingo, 26 de julho de 2009
quarta-feira, 1 de julho de 2009
“O” Michael Jackson em nós...
“O” Michael Jackson em nós...
Por Sebastião Uchoa
Não difícil decifrar a curtíssima e sofrida interior “caminhada” por que fez Michael Jackson, nesses últimos anos de pouca vida, vivida por ele.
O mais comum dos que assistem a tudo isso, é a surpresa da eternidade que impõem inconscientemente os “astros” da música, da poesia, da literatura, das artes em geral, no subconsciente coletivo de todos nós, já que temos a demência de perpetuarmos tudo àquilo que direta ou indiretamente nos chama atenção, às vezes, nem querendo, mas produto das influências externas recebidas, muitas justificadas na possível vontade de ser igual ou platonicamente admitir-se como tal, mesmo que em planos de meros sonhos...
Não se pode esquecer que a tão presente sociedade moderna, grande responsável pelo “apagão” interior na essência dos seres humanos nesse mundo contemporâneo, termina concretizando uma deusificação à “velha opinião formada sobre tudo”, ainda que nos apresentemos com uma máscara de uma pseuda “metamorfose ambulante”, nas palavras do saudoso Raul Seixas, resguardados devidos descontos.
O escravismo do “ter de” para “ser”, bem recentemente expressado pela escritora Lya Luft em “Trilha de contradição” publicado em Veja Edição de 1º de julho, ou seja, “ter de ser bonito, rico, alto, diferente etc.” resume a situação da coisificação do ser em nós hospedado, de forma que passamos a querer o não recomendável e até mesmo o impossível: o domínio de o inevitável caminhar que não pede licença para continuar sua jornada indissociável que é o relógio da vida em sua mais singela manifestação do viver, esposado num corpo débil, mas rico em sabedoria divina por nos emprestar possibilidades de resgate enquanto estivermos passando por esta Terra. Pena que em muitos casos, quase imperceptíveis ou recheados de insensibilidades externamente nos impostas em nosso falso viver.
Na verdade, o pensar objetivo é histórica e planejadamente muito comum na era do raciocínio humano voltado para um mundo da redundância lógica, cuja eliminação da subjetividade, mascara “outras” subjetividades pervertidas do “outro” em nós, daí, a preocupação de nos policiarmos constantemente a fim de não adentrarmos na solidão desnecessária (às vezes uma solidão coerente para fins de um auto-diálogo - quem não conversa consigo mesmo, não consegue ter amor próprio - torna-se importante), mesmo sendo cercado por milhões de semelhantes, ou admirados por muitos que, também cegos pelas paixões da futilidade oriundas de um consumismo exagerado e sem limites, acabam-se embriagados por nós, e nós por eles, inconscientemente. Daí, o caos se estabelece como rota de valor, mas fortalecido por uma eterna autoflagelação face as tormentas diárias a serem vividas.
A criança em nós no fundo nunca envelhece, ainda mais quando dotada de ausência de valores éticos, morais, carinho, respeitos afins e universais, quando no raiar do dia da vida, passam ser de uma ausência marcante no que se refere à faixa etária em razão de inúmeras complicações decorrentes no por vir, sobretudo de ordem familiar, social, religiosa ou outros congêneres. E tudo se guarda, guarda e guarda, até que uma “rebelião” interna se “faz emergir o monstro da lagoa” citado por Chico na música “Cálice”, onde se evoca como válvulas de escape para se dar sentido à vida, já que, “assassinada” nos primeiros anos em virtude do malsinado contato com os primeiros semelhantes, resolve-se criar sua própria forma de viver, mesmo que rodeado de incompreensões ou resistência de terceiros.
Freud, embora bastante questionado, ainda estar bastante vivo para os profissionais dos ramos da psicologia e da psiquiatria, notadamente por força de convicções racionais, ainda bastantes salutares como medidas explicativas para vários distúrbios de personalidade ou psíquico, revelados por adolescentes ou adultos quando tentam aqui acolá, resgatar “o tempo perdido”, pela infância mal ou deturpadamente vivida.
E não foi à toa que o poeta brasileiro Casemiro de Abreu, tendo saudades de sua infância rapidamente vivida bem colocou em “Meus Oito Anos”: “Oh! Que saudade que tenho, Da aurora de minha vida, Da minha infância querida, Que os anos não trazem mais!...”. Daí se pode extrair a tamanha importância do bom, responsável e comedido período de vida ser bem vivido e coerentemente acompanhado pelos nossos principais educadores iniciais na vida: nossos pais de forma mais ampla possível.
O mais grave que imperceptivelmente dá para percebermos o quanto há em nós um pouco de tudo, principalmente de forma interna, onde pontos obscuros no presente têm como origens básicas num passado não tão longínqua pela não vivência no estágio de vida inicial, mesmo que não nos tenha faltado algo, materialmente falando, durante tal período, mas os traumas por ali vivenciados tornam-se marcas incomensuráveis e extremamente reveladoras de preocupações até mesmo inusitáveis, revelando mais precisamente que, mesmo que venhamos a negar, é possível verificar a existência do “mundo” de Michael em nós, como representação quase cotidiana do nosso viver, ainda que resistamos pelas forças morais que tanto nos reduzem a um mundo que realisticamente não queremos ou fingimos viver, mas infeliz e mediocremente terminamos por vivê-lo por às vezes falta de opção ou porque saídas conscientes não vislumbramos a curto ou médio espaço de tempo das tormentas que fazem presença na contemporaneidade da raça humana.
Sebastião Uchoa – Delegado de Policia Civil no Maranhão, membro da Diretoria Executiva da ADEPOL e atual Diretor Geral da Academia Integrada de Segurança Pública-SSP/MA
terça-feira, 30 de junho de 2009
Parceria público-privado na gestão penitenciária: um experiência a tentar...
Parceria público-privado na gestão penitenciária: um experiência a tentar...
Por Sebastiao Uchoa
É possível discordar de vários pontos elencados na matéria veiculada pela revista Carta Capital, tendo como título "Cadeia cinco estrelas", publicada na Edição 551, de 24/06/09, pois denotam, em tese, um série de contradições veiculadas muitas delas por quem têm apenas uma visão simplória ou literária do contexto penitenciário e sua relação com o poder público responsável pela área, embora respeite os estudos existentes.
Até salutar a colocação da diretora-executiva do Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para a Prevenção do Delito e Tratamento do Delinqüente- Ilanud, Paula Miraglia, porém dentro de uma perspectiva eminentemente de cunho ideológica e irreal ou até mesmo vinculada a uma posição passional do contexto. Pois, numa versão real e promissora para fins de uma mudança no modelo de se fazer verdadeiramente gestão penitenciária no país, deve-se começar, a meu ver, em ser tratada uma gestão prisional como verdadeiro “investimento”, sim, cujo produto seja uma verdadeira fábrica de ressocialização de presos ou apenados entregues hoje à míngua de uma gestão pública falaciosa, utilitarista, instrumental e profundamente comprometida sob diversos ramos da atividade penitenciária levada a efeito devastador na completa subjugação da pessoa humana praticados pelos mais diversos estados da federação brasileira. É só verificar o relatório da “CPI dos Encarcerados” para se asseverar essa assertiva.
O mundo interno-penitenciário requer compromissos com mais presença de arquétipos profissionais voltados para projetos de recuperação dos criminosos (ainda que seja uma também ideologia jurídica esse conceito) a presença do conceito estrito na acepção política de “Estado”, sobretudo “Estado-policial” ali dentro, ainda que aquele passe a ser um garantidor das responsabilidades decorrentes numa hipótese de terceirização dos serviços de gestão penitenciária como um todo.
Parece-me que o modelo de Estado-mínimo na seara penitenciária, trará mais resultados satisfatórios à sociedade no trato para com seus cidadãos delinqüentes.
Vejo ainda como uma visão deturpada ou contraditória da própria Pastoral Carcerária ao adentrar na redundância do preconceito que se tem dado a questão da famosa Parceria Público-Privada, quando a situação carcerária brasileira seja de uma caoticidade extremada no que tange a uma histórica violação dos Direitos Humanos na completa ausência de Política Pública Penitenciária no Brasil. Ainda que alguns estados federativos tentem implantá-la, mas as resistências culturais internas e externas são de tamanhas expressões: greves de alguns servidores penitenciários preconceituosos e inconscientes de suas funções sociais à luz da atividade estatal a que estão vinculados, despreparados e reforçados pelas péssimas condições de trabalho em todos os sentidos, refletindo em maus tratos aos apenados e aos seus familiares em geral, condições físicas e humanas precárias em todos os níveis, péssimos salários e crises de identidades funcionais, são as expressões causais maiores e entraves não tão fáceis de serem resolvidos como muitos “pensadores” cogitam ou levantam discussões, já que envolvem diversas complexidades para uma resolução definitiva do quadro.
Assim, vejo com louvor e respeito as ousadias por que estão fazendo os governos dos estados de Minas Gerais e de Pernambuco ao tentarem resolver em curto espaço de tempo, o histórico e colaborador do fortíssimo grau de reincidência criminal no pais (as precárias condições de seus respectivos Sistemas Penitenciários), cujas conseqüências nefastas quem paga reiteradamente é a sociedade diante da vertiginosa violência urbana criminal que, dentre as outras contundas causas, encontramos a falência do atual modelo de se fazer gestão penitenciária no Brasil.
Por Sebastiao Uchoa
É possível discordar de vários pontos elencados na matéria veiculada pela revista Carta Capital, tendo como título "Cadeia cinco estrelas", publicada na Edição 551, de 24/06/09, pois denotam, em tese, um série de contradições veiculadas muitas delas por quem têm apenas uma visão simplória ou literária do contexto penitenciário e sua relação com o poder público responsável pela área, embora respeite os estudos existentes.
Até salutar a colocação da diretora-executiva do Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para a Prevenção do Delito e Tratamento do Delinqüente- Ilanud, Paula Miraglia, porém dentro de uma perspectiva eminentemente de cunho ideológica e irreal ou até mesmo vinculada a uma posição passional do contexto. Pois, numa versão real e promissora para fins de uma mudança no modelo de se fazer verdadeiramente gestão penitenciária no país, deve-se começar, a meu ver, em ser tratada uma gestão prisional como verdadeiro “investimento”, sim, cujo produto seja uma verdadeira fábrica de ressocialização de presos ou apenados entregues hoje à míngua de uma gestão pública falaciosa, utilitarista, instrumental e profundamente comprometida sob diversos ramos da atividade penitenciária levada a efeito devastador na completa subjugação da pessoa humana praticados pelos mais diversos estados da federação brasileira. É só verificar o relatório da “CPI dos Encarcerados” para se asseverar essa assertiva.
O mundo interno-penitenciário requer compromissos com mais presença de arquétipos profissionais voltados para projetos de recuperação dos criminosos (ainda que seja uma também ideologia jurídica esse conceito) a presença do conceito estrito na acepção política de “Estado”, sobretudo “Estado-policial” ali dentro, ainda que aquele passe a ser um garantidor das responsabilidades decorrentes numa hipótese de terceirização dos serviços de gestão penitenciária como um todo.
Parece-me que o modelo de Estado-mínimo na seara penitenciária, trará mais resultados satisfatórios à sociedade no trato para com seus cidadãos delinqüentes.
Vejo ainda como uma visão deturpada ou contraditória da própria Pastoral Carcerária ao adentrar na redundância do preconceito que se tem dado a questão da famosa Parceria Público-Privada, quando a situação carcerária brasileira seja de uma caoticidade extremada no que tange a uma histórica violação dos Direitos Humanos na completa ausência de Política Pública Penitenciária no Brasil. Ainda que alguns estados federativos tentem implantá-la, mas as resistências culturais internas e externas são de tamanhas expressões: greves de alguns servidores penitenciários preconceituosos e inconscientes de suas funções sociais à luz da atividade estatal a que estão vinculados, despreparados e reforçados pelas péssimas condições de trabalho em todos os sentidos, refletindo em maus tratos aos apenados e aos seus familiares em geral, condições físicas e humanas precárias em todos os níveis, péssimos salários e crises de identidades funcionais, são as expressões causais maiores e entraves não tão fáceis de serem resolvidos como muitos “pensadores” cogitam ou levantam discussões, já que envolvem diversas complexidades para uma resolução definitiva do quadro.
Assim, vejo com louvor e respeito as ousadias por que estão fazendo os governos dos estados de Minas Gerais e de Pernambuco ao tentarem resolver em curto espaço de tempo, o histórico e colaborador do fortíssimo grau de reincidência criminal no pais (as precárias condições de seus respectivos Sistemas Penitenciários), cujas conseqüências nefastas quem paga reiteradamente é a sociedade diante da vertiginosa violência urbana criminal que, dentre as outras contundas causas, encontramos a falência do atual modelo de se fazer gestão penitenciária no Brasil.
Por conseguinte, tentar outra via, pelo menos nos dará uma opção de escolha no por vir tão próximo, respeitando-se, obviamente os direitos adquiridos de todos os atores envolvidos com a causa, sobretudo no total aproveitamento dos atuais ocupantes dos cargos de segurança prisional no simples procedimento de um possível reaproveitamento dentro dos quadros das Policias Civis nesse país afora.
Sebastião Uchoa – Delegado de Polícia Civil do Maranhão, Ex-diretor de diversos presídios e penitenciárias nos estados de Pernambuco e Maranhão – São Luis/Maranhão, E-mail: uchoa39@yahoo.com.br
Cuidado: pode haver psicopata no caminho...
Cuidado: pode haver psicopata no caminho...
Por Sebastiao Uchoa
Aprendi com meu pai que um ser humano nunca deve se curvar perante outro ser. Devem se respeitar mutuamente, mas sem subserviência, subjugação ou qualquer forma de sujeição passiva, mesmo que esteja diante de interesses materiais ou imateriais vinculando-os direta ou indiretamente.
Nenhum ser na Terra é eterno, muito menos quando se tratam de posições sociais que são tão sazonais ou efêmeras e, quando ausente equilíbrio pessoal, distante de uma relação outrora tida, pode causar até distúrbios ou descompensações psíquicas, principalmente quando o apego é de extrema patologia endógena. Daí o grande segredo de evitar-se por excelência o apego ou apreensões incomensuráveis.
Recentemente tive a oportunidade de concluir a leitura do livro “Mentes Perigosas, o psicopata mora ao lado” da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva. Meu Deus, quanta irracionalidade humana carregamos dentro de nós e aqui acolá são reveladas por condutas profundamente comprometedoras para um bom convívio social. E o pior, indivíduos com caracteres de um psicopata, não é difícil de identificá-lo em nosso seio, seja lá familiar, nas organizações públicas ou privadas, religiosas, políticas etc.
O mais comum e importante diante de um contexto em que tenha figura humana com esse distúrbio, é termos a certeza de nos blindarmos evitando aproximação e posturas atrativas muito usadas por eles, através de um aproveitamento de uma fraqueza sincera nossa relacionada com sensibilidade, compaixão e solidariedade, típicas de um homem que tenha em seu ser, o elemento emoção com parte integrante da vida. O que, infelizmente esse ponto é completamente inexistente na pessoa portadora de uma psicopatia revelada.
Às vezes costumamos atribuir adjetivos a determinadas condutas humanas baseado em nível do senso comum. Daí o grande perigo pela rotulagem pertinente e aos poucos assimilamos as coisas como se fossem eminentemente normais, já que são tidas como “coisas de humanos mesmo”. Puro engano,na alçada dessa seara que o oportunista de plantão cria mitos e mitos sobre ele a fim de estabelecer relações de dependências ou mesmo subjugações, onde outro fim não busca senão em ficar eternamente “por cima da carne seca”, principalmente para se manter em impérios de dominação constante e aliciamento eterno aos seus interesses, pois a grande evidência disso tudo, trata-se de um egoísmo tão nocivo ao interesse social que sequer um portador do mencionado distúrbio, tem a sensibilidade da tamanha maldade por que comete diante de suas loucuras externadas ( espalha inimizades, cria situações em que se apresenta como salvador da pátria etc).
E o pior, tudo dentro de um cenário doentemente planejado, arquitetado, embora inteligentemente esconda seus interesses para que “olhos investigativos mais aguçados” não possam enxergar e colocar mencionado alienado mental em seu devido lugar. Mas nada fica em pé por muito tempo, principalmente quando o adágio “o mal por si se destrói” faz-se presente no por vir por relação de conseqüência decorrente.
O líder negro norte-americano Martin Luter King certa feita colocou que “não se deve chegar aos meios morais utilizando-se dos meios imorais”. Essa assertiva é verdadeira e me parece eterna para o bom uso dos portadores de psicopatia em suas ações. Porém, em contrapartida temos a proposição bíblica que diz “...que não cai um folha que Ele não saiba...”, ou seja, somos inteligentes para fazer o mal, mas esquecemos que fazemos o mal a nós mesmos e muitas vezes por pura ignorância ou por inconsciência oriunda de distúrbio latentes de personalidade ou psiquiátrico mesmo.
É só questão de perspectiva ou percepção múltipla para se entender melhor esse nível de raciocínio, pois não podemos esquecer que estamos no dia a dia extremamente vulneráveis no que tange ao encontro ou reencontro com pessoas de nível desviante conforme descrição acima, sobretudo dentro de um mundo frenético social que muito mascara a sensibilidade subjetiva em detrimento da objetiva e nos reduz a mera peça de reposição para interesses alheios. Notadamente, dos manipuladores sociais de plantão.
A escritora Lya Luft no artigo publicado em Veja, na Edição de 20 de maio de 2009, sob o título “A sordidez humana”, bem colocou acerca dessa face obscura (embora não assevere tecnicamente essa identificação desviante) do ser humano dizendo “que lado nosso é esse, feliz diante da desgraça alheia? Quem é esse em nós, que ri quando o outro cai na calçada?” e arrematando suas conclusões nos coloca que “a sordidez e a morte cochilam em nós”, e “ninguém me diga que somos bonzinhos, e só por acaso lançamos o tiro fatal, feito de aço ou expresso em palavras. Ele nasce desse traço de perversão e sordidez que anima o porco, violento ou covarde hospedado aqui acolá em nosso ser, e faz chorar o anjo também existente dentro de nós”, pois não deixemos para que nosso algoz disfarçado de bonzinho, solidário, amigo e confidente saiba ou visualize nossa sensibilidade, compaixão e humildade, pois na certa estaremos na garra ou na condição de mais “um” na história nefasta desse ser insensível chamado psicopata em sua fúria instintiva e sem limites, nas aventuras de sua ambição na busca incessante de seus prazeres doentis, geralmente vinculados a uma relação de poder para simplesmente ter o prazer de dominar unilateral e patologicamente querer mandar.
Assim, todo cuidado é pouco e um alerta da psiquiatra Ana Beatriz: "Não negocie com o mal. Jamais concorde, seja por pena, chantagem ou por qualquer outro motivo, em ajudar um psicopata a ocultar o seu verdadeiro caráter". Por conseguinte, você estará perpetuando que o mal não se destrua por si só, mas se fortaleça e se perpetue no seio social promovendo uma série de inocentes vítimas em sua caminhada na Terra.
Sebastião Uchoa – Delegado de Policia Civil no Maranhão, membro da Diretoria Executiva da ADEPOL/MA e atual Diretor Geral da Academia Integrada de Segurança Pública - SSP/MA.
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