sexta-feira, 10 de junho de 2011

Prevenção/Até 30 de julho, todos os flanelinhas de São Luís serão cadastrados



Dyego Rodrigues

Agora é pra valer. A Lei Federal, 6.242 de 23 de setembro de 1975, vai vigorar no Maranhão a partir do segundo semestre. Sancionada há 36 anos, a norma regulariza uma profissão comum a todos: o guardador e lavador autônomo de carros. Ou, “flanelinhas”. Até 30 de julho, todos os profissionais devem se cadastrar no Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE). Após essa data, quem for pego sem cadastro exercendo a profissão será punido judicialmente. Os critérios de fiscalização, porém, ainda não foram definidos.

Para definir como colocar a lei em prática, a Superintendência de Policiamento Civil da Capital se reuniu com grupo de delegados, representantes da Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas), do Sindicato dos Guardadores e Lavadores Autônomo de Veículos Automotores de São Luís e com a Seção de Política de Trabalho, Emprego e Renda (SEPTER).

Foi elaborado um fluxograma de planos e métodos para realizar o trabalho de registro e identificação dos flanelinhas espalhados por São Luís. Mas a tarefa não será fácil. Na capital existem mais de 600 guardadores. Mas apenas 120 estão sindicalizados, segundo o Sindicato dos Guardadores e Lavadores Autônomo de Veículos Automotores. O trabalho de conscientização deverá alcançar motoristas e autônomos. A ideia é mostrar a legalidade da profissão para evitar conflitos com condutores.

Vantagens
A 2ª Vara do Trabalho de São Luís do Tribunal Regional Eleitoral (TRT) revela que existe muito preconceito contra os flanelinhas. A regulamentação, portanto, define um caráter evolutivo para a profissão e ameniza a relação de desconfiança e muitas vezes desrespeitosas entre o guardador e o condutor. “Os flanelinhas terão a carteira de trabalho assinada, o que passa confiança para quem vai deixar o veículo. Com isso, ocorrerá um treinamento de como lidar com as pessoas. Eles também contribuíram para analisar infrações de trânsito. Isso traz dignidade ao trabalho devido à profissão ser reconhecida como lícita. O profissional ainda passa a poder se enquadrar ao regime de previdência social”, avaliou o juiz Francisco Xavier de Andrade Filho, da 2ª Vara do Trabalho de São Luís.

Legalizando
Força tarefa para cadastrar profissionais

A Superintendência de Policiamento Civil da Capital se comprometeu em expandir uma operação intitulada “Força Tarefa” para que estes flanelinhas possam ter acesso ao cadastro pela forma legal. O método proposto seria a emissão e regularização dos documentos destes que ainda não conseguem preencher os critérios da lei e do decreto.
Segundo o superintendente Sebastião Uchôa, os trabalhadores serão beneficiados com a emissão de documentos como a Certidão de Nascimento e com o Registro Geral (RG), dando assim a possibilidade de se cadastrar no Ministério do Trabalho e Emprego.

O Ministério do Trabalho e Emprego, órgão responsável pela oficialização do trabalhador na profissão, vai receber no prazo estipulado os profissionais em sua sede localizada na Avenida Jerônimo de Albuquerque, na Cohab, para que eles preencham as fichas de cadastros. O chefe da Seção de Política Trabalho Emprego e Renda, Ricardo Gonçalves prometeu solicitar celeridade na avaliação dos processos após a protocolação de cada pedido no órgão.

Linha de frente

A Semcas lidera a coordenação do programa que irá identificar os flanelinhas sindicalizados e os não sindicalizados. O objetivo é disseminar informações necessárias para que o cadastro seja realizado. A secretaria também vai incluir os trabalhadores em projetos de ressocialização.

O Sindicato dos guardadores e lavadores de carros vai realizar o trabalho de identificação e sensibilização dos que ainda não conhecem os benefícios da regulamentação.

Visão do especialista

Juiz Francisco Xavier de Andrade Filho, da 2ª Vara do Trabalho de São Luís do Tribunal Regional Eleitoral (TRT)

“A profissão foi reconhecida como legitima e regulamentada desde 1975. A regulamentação é interessante porque vai proteger não só o profissional, mas o trânsito, quem utiliza a via, além de organizar essas áreas. Esses guardadores vão servir como colaboradores e parceiros do poder público, protegendo a área, observando o que está acontecendo. Mas deve ser exercida no modo correto. Agora os serviços são postos a disposição, mas nem sempre necessariamente as pessoas são obrigadas a pagar os valores instituídos por eles (as pessoas devem continuar ocorrendo sem exigência de valores). Quem puder pagar paga, mas eu acredito que as pessoas vão acabar criando o hábito de efetuar o pagamento, ainda mais por se tratar de ser algo reconhecido, registrado e correto.

Comentários:

Autor: Wellington Gomes

O juiz falou tudo, não seremos obrigados a pagar,e o sindicato deles, ministério do trabalho e a Polícia terão acompanhamento da situação, já que há anos corre solto em São Luís, se não em todo o estado. Parabenizo a inicitiva, pois alguém tem que tomar a frente das coisas, o prprio poder publico.

Autor: Renata Vasconcelo

Gente, não seremos obrigados a pagar a flanelinhas pelo fato de supostamente está "tomando conta" dos nossos carros, eles que são obrigados a se identificarem para nós, assim como tenham seus nomes registrados nos órgãos públicos. E o que estiverem travestidos de flanelinhas, terão cair fora!

Autor: André

É um absurdo, o justo é pagarmos um estacionamento legalizado, que se responsabilize pelo nosso bem, o que eles fazem é coação intimidação e ameaças.

Autor: Paulo Renato

REspeito as interpretações dos internautas, mas quero registrar minhas profundas discórdias, já que a medida da Polícia Civil, tudo indica, trata-se de se ter um controle da coisa que historicamente andava e anda solta em São Luís, onde só quem vem sofrendo são os donos de veículos automotores...

Obs: Publicado no Jornal Oimparcial de 10/06/11 com acréscimos do blogsta.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Greve dos Delegados/Delegacia de Costumes/Arraiais

Flanelinhas terão que se cadastrar junto ao governo e passar por treinamento

Profissão

Dyego Rodrigues
Sandra Viana

Flanelinhas podem ganhar registro profissional. Passados 36 anos de sancionada a Lei de nº 6.242, que regulamenta a profissão, esta categoria pode ser beneficiada com registro na Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Nesta quinta-feira, representantes da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos, da DRT e do sindicato da categoria de lavadores reúnem com a Secretaria Municipal de Crianças e Assistência Social (Semcas) para tratar da proposta e enviá-la para avaliação dos órgãos competentes. Se a proposição for acatada governo do estado e órgãos municipais, os flanelinhas terão que se cadastrar junto ao governo e passar por capacitações para o exercício da profissão.

Os vigias e lavadores de veículos automotores são uma das categorias de trabalhadores que podem aderir à regra. A lei, sancionada em 1975 pela Presidência da República, exige dos candidatos prova de identidade, atestado de bons antecedentes, certidão negativa criminal, prova quitação com as obrigações eleitorais e com o serviço militar.

Antecipando os passos que estes profissionais deverão dar no futuro, o superintendente de Polícia Civil da Capital, delegado Sebastião Uchôa, revelou que os profissionais cadastrados passam por capacitação onde vão aprender noções de leis de trânsito, direitos do consumidor e relacionamento interpessoal. Quem for considerado habilitado recebe um uniforme de identificação para trabalhar.

Entretanto, após a reunião com os representantes de órgãos e delegacias, a superintendência estará convocando os empresários e organizadores de festas de grande porte para avaliar como deve ser a contratação dos profissionais para atuarem nestes pontos. De acordo com Uchôa, baseado na solicitação da demanda, o sindicato, junto aos empresários estariam buscando os profissionais de uma forma adequada.

A Superintendência de Polícia Civil da Capital pretende com a nova medida erradicar o número de crimes ocorridos em áreas consideradas de riscos e de maiores ocorrências. Centro, Avenida Litorânea e estacionamento das universidades são os pontos mais focados pelos criminosos para arrombarem os veículos. De acordo com o delegado, o número de ocorrências de arrombamento chega a 20 por mês.

Obs: Matéria extraída parcialmente do jornal O Imparcial de 7/06/11 com adaptaçoes do blogsta.

domingo, 29 de maio de 2011

Polícia Civil disciplina o uso regular do espaço público pelos "profissionais do sexo" na capital

A Polícia Civil por meio da Superintendência de Policia Civil da Capital - SPCC iniciou nesta sexta-feira, a distribuição de folderes para os denominados "profissionais do sexo" e, em especial para o grupo LGBT que atuam nas avenidas de São Luís nos horários noturnos.

A produção do material foi construída a partir de sucessivas reuniões entre os representantes do grupo LGBT, OAB, Defensoria Pública, Delegados de Policia Civil e outros segmentos, acontecidas na sede da SPCC, onde além da confecção do material, houveram algumas intervenções direta dos membros dos grupos Gaivota, Lilás e Atrama perante os principais locais frequentados por profissionais do sexo na grande São Luís.

A distribuição direta do material está sendo realizada pelos próprios integrantes das entidades representativas do grupo LGBT e integrantes da Superintendência de Policia Civil da Capital, assim como será realizada, também na "Parada Gay" que ocorrerá no mês de junho em São Luís.

Passados 30 dias pós distribuição definitiva de todo o material educativo publicitário, a Policia Civil pretende realizar incursões nas áreas-focos, mediante ações de policiamento repressivo presencial nos finais de semana, durante a execução do programa "POLÍCIA CIVIL NAS RUAS" que atua nos dias de sextas, sábados e domingo em diversos pontos na capital, sempre comandado por um delegado de policia supervisor dos Centros Integrados de Defesa Social - CIDS de plantão no período.

Caso se depare com violação da norma penal proibidora de condutas que ultraje o pudor público, o autor será conduzido para um dos Plantões de Policia Civil a fim de lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrencia para fins de responder na Justiça pelo delito de Ultraje Público ao Pudor,onde, além de se submeter a uma possível pena alternativa, poderá pegar uma pena de três meses a um ano de detenção e multa, dentre outras proibições.