sábado, 13 de agosto de 2011

SSP discute estratégias para inibir assaltos a casas lotéricas em São Luis



As polícias Civil e Militar montaram uma ação visando coibir assaltos e arrombamentos a casas lotéricas na Região Metropolitana de São Luis. A estratégia foi definida em uma reunião, nesta segunda-feira (8), na Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC), na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP).
No encontro, que reuniu representantes das Polícias Civil, Militar e do Sindicato dos Empresários de Casas Lotéricas do Maranhão, foram definidas estratégias de repressão e prevenção.
Foi deliberada pela criação do Núcleo Especial de Resposta que vai agir, com o apoio da SPCC, especificamente as ocorrências desta natureza. Vai, também, desenvolver trabalhos para identificar os criminosos e realizar ações de repressão.
De acordo com o superintendente de Polícia Civil da Capital, delegado Sebastião Uchoa, é necessário que todos os envolvidos cumpram com suas partes. “Convocamos essa reunião para, em conjunto, identificarmos os pontos mais vulneráveis e assim definirmos ações não só de repressão, mas também de prevenção. Nessas ações serão utilizadas estratégias modernas para que possamos atingir o nosso objetivo, que é extinguir este tipo crime da realidade ludovicense”, explicou.
Uchoa ressaltou a necessidade dos proprietários cumprirem normas de segurança, como a instalação de câmeras de segurança, que auxiliam no trabalho de investigação e identificação dos assaltantes. Outra medida é comunicar às forças policiais casos de movimentação financeira com valores altos e a contratação de guarda patrimonial. Essas medidas preliminares, segundo o Uchoa, reduziriam a possibilidade de assaltos.
Levantamento
Segundo levantamento do Centro Integrado de Operações Policiais (Ciops) foram registrados seis casos de assaltos no primeiro semestre deste ano. Destes, quatro foram arrombamentos e apenas em dois, os criminosos utilizaram arma de fogo para cometer o delito.
Para o comandante do Policiamento Metropolitano, tenente-coronel Jéferson Telles, o trabalho realizado já apresenta resultados visíveis. “A prisão de algumas pessoas envolvidas com esse tipo de crime é reflexo do trabalho que vem sendo feito. Já foram presas, nesse semestre, duas quadrilhas especializadas nesta prática”, ressaltou.
Ainda segundo o comandante, ações de repressão serão intensificadas em diversos pontos da capital. Patrulhamento em áreas próximas as Casas Lotéricas e abordagens de suspeitos também serão desenvolvidas.
Ganhos
Entre os benefícios que serão alcançados por essas ações está a redução dos prejuízos por parte dos proprietários das Lotéricas. De acordo com o representante do Sindicato das Casas Lotéricas, Bruce Gondim, São grandes os prejuízos com os assaltados. “Viemos tratar com a Polícia estratégias que possam reduzir os riscos de novos casos”
Gondim disse que os proprietários de casas lotéricas estão dispostos a se unirem no esforço para evitar que outros proprietários e clientes sejam vítimas de assaltos “Vamos dar todo apoio necessário”.
Presentes na reunião, o delegado titular da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), Ronilson Moura; o delegado André Gossain, da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic); além dos delegados Carlos Alberto Damasceno, Pedro Adriano Meneses, Joviano Furtado, supervisores dos Centros Integrados de Defesa Social (Cids) das áreas Norte, Leste e Oeste, respectivamente.

Obs: Matéria extraída do Jornal Pequeno de 8 de agosto de 2011.

domingo, 7 de agosto de 2011

Polícia Civil concluiu mais de 1,5 mil inquéritos no 1º semestre





Além do número expressivo de investigações concluídas, a Superintendência de Polícia Civil da Capital mostra também a evolução das atividades no período, como combate ao tráfico de drogas


De janeiro a junho deste ano, os Distritos Policiais e as Delegacias Especializadas da capital enviaram 1.543 inquéritos à Justiça. Os números representam o total de investigações concluídas no período. Os dados são frutos de um levantamento realizado pelo setor de estatística da Delegacia Geral, em conjunto com a Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC), da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Além dos inquéritos remetidos, as delegacias da Grande São Luís enviaram ao Poder Judiciário 1.282 Termos Circunstanciados de Ocorrências (TCOs). Nesse mesmo período, foram cumpridos 214 mandados de prisão e realizadas mais de 700 atuações em flagrante e sete mil audiências públicas e de conciliação. O balanço mostra que a polícia realizou 187 operações em atuação isolada ou em conjunto com outros órgãos. Estas ações que integraram em grande parte o Programa Polícia Civil nas Ruas, que visa coibir práticas criminosas, entre elas o combate à poluição sonora. Todo esse trabalho resultou na criação do Plantão Especial de Polícia Judiciária de Repressão Qualificada à Poluição Sonora. O plantão funciona nas dependências das delegacias especiais de Diversões Públicas e Costume (DDPC) e do Meio Ambiente (Dema).

Equipes policiais com o apoio dos Centros Integrados de Defesa Social (Cids) percorreram diversos bairros da capital aos fins de semana, trabalho esse elogiado pela população, que surtiu grandes efeitos, principalmente no período pré-carnavalesco.

Entorpecentes - Foram realizadas ainda operações contra o tráfico de entorpecentes, como a ocorrida em abril no bairro João Paulo, na qual 34 pessoas foram conduzidas ao 2º DP e à Academia de Polícia para receber assistência psicossocial. O 7º (Turu), 9º Distritos (São Francisco), e a Polícia Interestadual (Polinter) concluíram todos os inquéritos instaurados este ano.

A Delegacia de Homicídios concluiu no primeiro semestre cerca de 100 inquéritos. Outras delegacias como o 1º DP (Centro), da Cidade Operária (Decop), Delegacia do Adolescente Infrator (DAI), entre outras, também apresentaram um grande número de inquéritos encaminhados à Justiça.

A Delegacia Especializada da Mulher (DEM) protocolou 269 medidas protetivas de urgência, sendo quase 44 por mês. Do total dos mandados de prisão cumpridos pela Polícia Civil, só a Polinter executou 50 destas determinações judiciais.

O 5º DP (Anjo da Guarda) e do Maiobão realizaram 16 e 14 mandados, respectivamente. Foram contabilizados ainda 756 atos de prisões em flagrante. Nesse tipo de ação, traficantes, assaltantes, homicidas foram detidos pelas forças policiais no momento em que cometiam os crimes.

De acordo com o delegado Sebastião Uchoa, superintendente de Polícia Civil da capital, os números são bastante significativos.

“Trata-se de dados bastante positivos. Esses números em comparação ao mesmo período de janeiro de 2009 a junho de 2010 apresentaram um salto significativo, fruto também de trabalhos em parceria com as superintendências de Polícia Civil do Interior (SPCI), de Investigações Criminais (Seic) e até com a Polícia Militar. Paralelo aos trabalhos de repressão realizamos ainda ações educativas em diversos pontos da capital com o apoio de outros órgãos estaduais e municipais”, ressaltou.

Segundo o superintendente de Polícia Civil da Capital, foram feitas 7.383 audiências dos mais variados assuntos e 535 audiências de Bom Viver. Das mais de sete mil, o distrito do São Cristóvão (11ºDP) realizou 714. Com estas audiências de conciliação, a Polícia Civil conseguiu solucionar conflitos como brigas de vizinhos, desentendimentos no trânsito, conflitos de poluição sonora, entre outros, sem que as ocorrências se tornassem inquéritos.

Região Metropolitana

As delegacias que funcionam em Paço do Lumiar, Raposa, Maiobão e São José de Ribamar também apresentaram uma atuação relevante nos seis primeiros meses deste ano. No total, essas quatro delegacias foram responsáveis pela abertura de 362 inquéritos e TCOs, bem como de 1.444 audiências para tratar sobre os mais variados delitos e problemas ocorridos em suas cidades. Para o segundo semestre, conforme sinalizou Uchoa, a Polícia Civil vai atuar fortemente no combate à poluição sonora, fiscalizações e tráfico de drogas nesses municípios.

Cids

A partir das mudanças organizacionais na estrutura funcional, os Centros Integrados de Defesa Social (Cids) passaram a interagir em diversas atividades, especialmente em proteção ao cidadão. Operações como Fumaça Veneno, que já apreendeu mais de 10 mil carteiras de cigarro e produtos falsificados em diversos bairros; a de apreensão de máquinas caça-níqueis, a de fiscalização nas feiras e postos de vendas de gás de cozinha, de combate às drogas, reuniões com os conselhos comunitários de segurança nos bairros, entre outras, são exemplos de ações preventivas deflagradas por estes órgãos no primeiro semestre.

Ações preventivas também estão nos planos da SPCC

Aliadas às ações de repressão, a Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC), promoveu inúmeros encontros com representantes de diversas categorias e segmentos sociais a fim de desenvolver políticas públicas voltadas para a resolução das problemáticas de segurança na Região Metropolitana da Ilha de São Luís.

Entre as ações está a ocorrida no último mês de abril, que disciplinou e readequou a postura do grupo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) frente à população. Na ocasião, foi feito um trabalho preventivo de conscientização sobre a necessidade do respeito e a exposição de partes íntimas do corpo.

Outra atividade de iniciativa da SPCC foi a regulamentação da atividade dos guardadores de veículos de São Luís. Em diversos encontros, a SPCC, em parceira com órgãos estaduais e municipais, traçou metas e estratégias para regulamentar os profissionais que trabalham vigiando carros em São Luís.

“Para o grupo LGBT, confeccionamos uma cartilha educativa e entregamos ao grupo. No folder havia esclarecimentos sobre o crime de Ultraje Público ao pudor. Em algumas destas ações fomos os pioneiros da Região Nordeste. Por exemplo, a regulamentação dos flanelinhas, o Estado do Ceará já desenvolveu ações de mesma natureza”, comentou o delegado.

As casas lotéricas também discutirão com a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), os quatro supervisores dos Cids e o Comando de Policiamento Metropolitano (CPM) um plano de ações conjuntas para coibir os assaltos na Grande São Luís, bem como estudar a criação de um Núcleo especial de Resposta às Ocorrências específicas envolvendo esses estabelecimentos.

Obs: Matéria extraída do Jornal O Estado do Maranhão + ASCOM/SSP com acréscimos do bloguista.

41 pessoas morreram vítimas de armas de fogo em julho, em SL


Superintendente de Polícia Civil da Capital, Sebastião Uchoa, pretende intensificar o policiamento na capital

Alto índice de homicídios com esse tipo de armamento faz a Segurança Pública reforçar o policiamento e intensificar operações de desarmamento; superintendente admite que a greve dos delegados tem dificultado o trabalho de investigação policial

Quarenta e uma pessoas
morreram vítimas de armas
de fogo na Região
Metropolitana da Ilha de São
Luís em julho. O índice revela
que a cada 18 horas e 14 minutos
foi registrado um homicídio
dessa natureza. Metade das vítimas
tinha menos de 30 anos.
Os dados são do Instituto Médico
Legal (IML). Confronto com
a polícia, guerra pelo controle de
tráfico de drogas, crimes passionais
e execuções sumárias foram
as principais razões para o
alto número de mortes causadas
por arma de fogo e já fazem
com que as autoridades de Segurança
Pública reforcem o policiamento
repressivo e principalmente
operações de desarmamento
na Ilha.
Entre os crimes mais emblemáticos
ocorridos no período
abordado na reportagem, e que
entram na estatística das causas
apontadas, pode ser citado como
passional a morte de Valéria
Pereira Sampaio, de 25 anos. Valéria
era mulher do policial militar
Daniel Alves Sena e foi assassinada
pelo marido depois de
uma discussão entre o casal.
Como exemplos de mortes
relacionadas a confrontos entre
bandidos e policiais, tem-se o registro
oficial de pelo menos cinco
ocorrências. No dia 6, um homem
conhecido como Raimundo
Nonato Pimenta foi morto
por um policial militar, no bairro
São Francisco. Oito dias depois,
a polícia tentou prender
uma quadrilha, na Vila Conceição,
e durante a troca de tiros
morreu um adolescente de 17
anos. Na ação, dois de seus cúmplices
foram presos.
No dia 16, também em confronto
com a polícia, Wanderson
Mendanha Sousa, o Frito, e Júlio
César Pereira Filho, o Chocolate,
foram mortos depois que reagiram
à abordagem do cabo da
Polícia Militar Jailton Mendes, no
Centro. A dupla havia praticado
um assalto momentos antes, no
bairro Alemanha. Já no dia 18, a
ousadia de Antônio Carlos Dutra
Rodrigues em assaltar o policial
militar Marcos Aurélio
Araújo de Andrade teve um fim
trágico. Depois de roubar o relógio
do PM, o assaltante disparou
três vezes contra a vítima, mas
acabou atingido com um tiro no
peito, morrendo no local.
Além de revelar as principais
causas das mortes, o levantamento
feito por O Estadomostra também
outro dado alarmante. Pelo
menos 22 pessoas tinham menos
de 30 anos e se levadas em consideração
apenas esta parte do relatório,
22% das vítimas tinham
menos de 18 anos.
O superintendente de Polícia
Civil da Capital, delegado Sebastião
Uchoa, admitiu que o índice
de homicídios ocasionados
por arma de fogo é alto e afirmou
que a legislação contribui
para o aumento desses casos. Ele
fez questão de ressaltar também
que a greve dos delegados tem
contribuído para o retardamento
das investigações.
“Não podemos aceitar que
esta quantidade de pessoas seja
morta, mas é importante destacar
que a falta de controle e rigor
do poder público, aliada à
Lei do Desarmamento, que só
favorece o bandido, terminam
se tornando um dos principais
fatores para este acréscimo. E se
não bastasse tudo isto estamos
vivendo uma greve que só tem
dificultado os trabalhos de investigação”,
resumiu o superintendente.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

SSP fortalece ações de Conselheiros de segurança do Polo Coroadinho

Como parte das ações preventivas voltadas para aproximar ainda mais Polícia e Comunidade, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), por meio da Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC), realizou mais uma reunião com as lideranças comunitárias do Polo Coroadinho.

Durante o encontro, que ocorreu nas instalações da SPCC, no Outeiro da Cruz, nesta quarta-feira (9), o delegado Sebastião Uchoa, superintendente de Polícia Civil da Capital, entregou um veículo descaracterizado ao 10º Distrito Policial (Bom Jesus), e em conjunto com as lideranças traçou metas para as novas ações que serão desencadeadas na área.

“Essa entrega é apenas uma das ações que serão executadas. Com a aquisição do veículo, o delegado Jéferson Portela, titular do Bom Jesus, terá mais mobilidade nos trabalhos de investigações realizados naquela localidade”, ressaltou o superintendente.

Ainda na reunião, o superintendente anunciou que até o final de agosto, será concluída a construção de um auditório no Distrito Policial. No local serão desenvolvidas ações de prevenção como palestras, cursos, entre outros. “O espaço será voltado para atender a comunidade. A primeira ação será o Curso de Multiplicador Voluntário de Defesa Social. Vamos fortalecer, em breve, o efetivo policial no local”, continuou.

As ações serão voltadas, também, para a criação da Rede Amiga de Combate a Violência Urbana Diária. Com a rede, toda a problemática de segurança será discutida e crimes contra a mulher, criança e ao adolescente serão planejadas. Além do polo do Coroadinho, os eixos Cohab/Cohatrac também estão em processo de efetivação da Rede Amiga.

Esclarecimentos

Em relação aos homicídios ocorridos na região, o delegado garantiu que as investigações se encontram avançadas e que todas as providências para descobrir a autoria dos crimes estão sendo adotadas. De acordo com Uchoa, alguns inquéritos levam um período de conclusão maior que outros por causa da necessidade de um detalhamento do caso para materialização da autoria dos crimes.

Para o conselheiro Antonio Alves, do Polo Coroadinho, os resultados dessa parceria entre a Polícia-comunidade serão notados dentro do bairro. “Nesses encontros buscamos um suporte para o desenvolvimento de ações de prevenção da criminalidade e chegar a uma paz social. E sem dúvida estamos conseguindo com cada reunião”, frisou.

O Polo do Coroadinho possui três núcleos dos Conselhos Comunitários de Segurança. O Conseg do Bom Jesus/Primavera abrange sete bairros; o do Parque Timbira, 11 localidades e o do próprio Coroadinho, envolve outros 10 bairros, totalizando 28 comunidades contempladas com a atuação dos Consegs.

Os conselhos comunitários de Segurança é um projeto resultante de um convênio celebrado entre a SSP, por meio da Secretaria-Adjunta de Desenvolvimento e Articulação Institucional (Sadai) e a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça.

Estiveram presentes, também, no encontro os conselheiros comunitários Maria da Luz, do Bom Jesus; Antonio José Rodrigues, do Parque Timbira, além de outras lideranças comunitárias.

Escrito por ASCOM/SSP
Qua, 03 de Agosto de 2011